sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Oleiro

Gente, achei algo muito legal e gostaria de compatilhar com vocês:

Um interlúdio chamado olaria. Porque enquanto você adora, o Oleiro molda:

Lama e água é igual a barro. Você é feito de barro.
Barro de chão, lugar onde você já foi pisado.
O Oleiro veio com suas mãos e lhe colocou
numa roda. Assim, em seguida, você
começou a girar. Ele começou a te
moldar. Você era um vaso peque-
no, não servia para muitas coisas,
o Oleiro te quebrou, colocou
mais barro e lhe fez um
vaso grande. Você era
um vaso fino, desses
que se quebra por qual-
quer motivo, qualquer
inveja, qualquer julgamento.
Deus lhe engrossou e hoje seus
inimigos lhe contemplam por sua
beleza e força. Você era um vaso vazio,
não cultivava nada em seu meio, nadava na
futilidade e buscava descanso no pecado. Deus lhe
encheu de Seu próprio Espírito e hoje você é ferramenta
de edificação. Hoje você é um vaso cheio do próprio Deus que se
move em você. Você era um vaso cheio de pedras. Você cultivava sua
inveja sutil por fora e monstruosa por dentro. Você escrevia seus atos
por causa do reconhecimento dos outros, sua carência era por aplau-
sos. Seu esconderijo é no próprio vale da sombra da morte. Só que a mor-
te era lhe apresentada aos poucos neste vale escuro e frio. Então, o Oleiro
veio e com seus dedos e foi lhe arrancando todas as pedras. Cada pedra ar-
rancada uma dor. Cada pedra arrancada, uma cicatriz. Em cada cicatriz de
pecado, o carinho do coração de Deus lhe desmarcava do rastros do passa-
do e lhe dá um livro em branco para que sua história daqui pra frente seja
escrita por inspiração de seu Espírito. Você era um vaso torto, desses que
sente prazer nas sombras e não no sol. Sua vida era murmurar da demora
por aquilo que você procurava com medo de achar: sua cura e libertação.
Entretanto, o Oleiro veio e te endireitou. Para isso foi preciso ser queima-
do num forno muito quente. Em seguida, jogado em água fria. Você era
um vaso esquecido na estante, não servia para nada e ninguém acredi-
tava em você. Sua história de vida era um rascunho mal feito, sua
utilidade era nula. O Oleiro veio e lhe deu um fôlego soprado da
própria boca Dele. Por fim, você reviveu, foi restaurado. Jesus
te desfez e te refez novamente. E assim Ele fará enquanto vo-
cê precisar. As mãos do Oleiro é o lugar onde se acalenta o
vaso em sua mais santa versão. Lama é lama, você é morada do Espírito Santo.


Fim do interlúdio chamado olaria. Porque a adoração desperta o moldar de Deus.



Créditos ao site: http://www.renattomanga.com.br/2010/09/logo-do-decimo-terceiro-album-do.html

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