quarta-feira, 5 de maio de 2010

Endurecendo o coração?


Oi, gente!

Ontem estava assistindo a programa de tv que fez uma espécie de reality show com os moradores de rua. Os repórteres conviverem com determinadas pessoas de algumas localidades para demonstrar como eles sobrevivem sem um teto.

Assisti tudo aquilo e, por mais interessante que a matéria se mostrasse, não senti nada de especial, até o momento em que algumas crianças, usuárias de tíner, após um dia inteiro com a jornalista, depois de uma quase tentativa de roubo, foi defendida pelos meninos de rua. A repórter chamou a atenção, dizendo que bastou um dia de conversa para que eles criassem um vínculo com ela. Isso é carência, ela defendeu.

Sabe, sempre fui do tipo que chora ao com livros, filmes e, de certa maneira, se compadece pelo próximo, mas percebi, ao ver aqueles detalhes de um cotidiano de "homem invisível", que, assim como a maior parte da população, estou acostumada com a dificuldade alheia, estou deixando que, aos poucos, meu coração se endureça e se conforme com a desigualdade, violência, doença e, o principal, a falta de Deus.

Jesus! Como aquelas pessoas precisam de Deus, de salvação, de milagre, de transformação! Como elas e tantas outras precisam de comida, de casa, de emprego, de roupa, de uma cama!

Como é fácil no nosso mundinho de pequeno conforto (sempre é pequeno já que nos motivamos a sempre querer e buscar ter mais e mais) julgar os drogados, ladrões, mendigos. A gente sempre fala: "Ele é usuário porque é vagabundo. Não trabalha porque não quer". E, dessa forma, seguimos nossa vidinha cheia de problemas porque somos trabalhadores honestos...

Não estou aqui para defender pessoas que tomam atitudes erradas, nem perante o homem, muito menos perante a Deus, só senti que ao acharmos "normal" que um ser humano tenha uma vida totalmente indigna, deixamos nosso coração endurecer, pensando que a culpa é deles e nós, que estudamos e trabalhamos o dia inteiro, não temos nada a ver com isso.

Mentira! Por sermos filhos do Altíssimo temos uma responsabilidade maior ainda.

Percebi que o meu começo não é correr para as ruas e tentar fazer algo, mas é orar, chorar e clamar a Deus por essas vidas, e pedir constantemente pela misericórdia divina para que o Senhor não permita que meu coração se endureça, pois ele se agrada de um coração quebrantado e contrito e, assim, me capacite, espiritualmente, psicologicamente e até mesmo materialmente para que eu faça a diferença.

Sim, eu quero fazer a diferença! Mas também sei que não é fácil. Sei que há potestades destruindo vidas, de todas as formas possíveis e sei também que nós, que conhecemos a verdade, não podemos nos acomodar e achar que tudo deve ser assim. Não! Devemos ter amor pelas almas, um amor que chora e luta por vidas que precisam de Jesus.
Senhor, eu quero esse amor! Eu preciso desse amor!

Quantas vidas destruidas, Senhor, que não possuem nem o pão de cada dia, que não sabem o que significa o sentimento do amor. Será que essas crianças criadas ao "deus dará" já sentiram um dia o calor de um afago, a doçura de um abraço, ou ao menos o seu olhar de compreensão e compaixão, ou simplesmente a sua oração para que Jesus, que pode todas as coisas, transforme e restaure essas vidas?


O coração de Deus bate por cada alma, por cada jovem, adulto, criança, idoso que ainda não o conhece, por cada ser vivente que sofre, que chora, que é destruido pelo inimingo. Não podemos servir ao Pai e achar tudo isso normal.

Busque o quebrantamento do seu coração, peça mudança de atitudes e até de sentimentos para o Pai, pois, assim, tenho certeza que o Senhor ainda nos usará muito nesta terra para salvarmos muitas vidas.

"Sonda-me, quebranta-me, transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor."


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