quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A Tua Graça, Senhor, me basta!


Alguns acontecimentos. Emoções fortes, boas e ruins. É assim que descrevo meus últimos dias. Um paradoxo!
Há uns poucos meses Deus ministrou sobre fortaleza em meu coração. Tive a opotunidade de pregar na igreja e foi sobre isso que discursei. Eis o texto bíblico:

E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte. (II Coríntios 12: 9 e 10)

É na dificuldade que vemos o poder de Deus, o cuidado Dele.
Nessa semana perdi um ente querido, muito querido por sinal. Visitei minha avó bastante nos últimos dias, no hospital, ela só me chamava, gostava que eu louvasse e orasse pra ela. Fiz a última oração, com o apelo, quando ela já estava agonizando. Deus me pediu e eu ainda fiz muitas orações pra outras enfermas. Todas aceitaram Jesus. Minha avó estava morrendo, mas eu saí do hospital com uma paz que realmente excede todo o entendimento, conforme diz a palavra. Senti a paz de Deus em tudo, até mesmo no velório...
Como é bom viver na dependência de Deus! É difícil segui-lo, mas tive mais uma prova de quanto vale a pena ser fiel. Em cada detalhe sentia a presença do Senhor. Vi que o Espírito Santo consolou até mesmo os que não o servem, por sua misericórdia.
Como diz em eclesiastes 7:2 "Melhor é ir para a casa onde há luto que para a casa onde há banquete. Porque aí se vê aparecer o fim de todo homem e os vivos nele refletem." Essa palavra, ainda que seja uma verdade indiscutível, é evitada por muitos. Já reparei que as pessoas em geral só lidam com a morte quando ela acontece, mesmo assim procurando esquecê-la o mais rápido possível para continuar com a vida. No decorrer do cotidiano, a "continuação" dessa vida faz com que, em um simulacro, construamos nossos sonhos e afazeres, descartando totalmente a possibilidade de interrupção, aliás, uma interrupção que chega sem hora e data determinada.
Se pensássemos no nosso fim daríamos mais valor à morte de Jesus, uma vez que seu sacríficio foi em prol da nossa vida em abundância, vida eterna, na morada do Pai.
Somos seres limitados e incapazes de entender o que os nossos olhos não veem. Somente pela fé podemos crer que há uma vida em abundância e que só a alcançaremos quando buscarmos a santidade.
Creio que meu grande presente, por mais uma primavera completada ontem, é a salvação, a multiplicação da salvação. Não há um presente maior. Esse é o terceiro aniversário em que o Senhor me presenteia com a salvação dos meus entes queridos.
Quão preciosa é a fidelidade de Deus!
Sou eternamente grata Jesus!

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